17 julho 2018

Finally.

Depois de passar muito tempo correndo atrás do meu próprio rabo, talvez eu tenha percebido, finalmente, como ter uma relação mais saudável comigo mesma, e consequentemente com os outros ao meu redor.

Vou ser bem honesta, depois do mês de maio de 2017, as coisas desandaram na minha vida num nível que eu nunca vi antes, tentei ao máximo lidar com tudo com calma, sempre conversando com alguém e tentando me fazer bem. Eu realmente tentei muito, eu tinha colocado na minha cabeça que nunca mais iria voltar pro fundo do poço que eu já estive, porque eu sabia que aquilo era extremamente doentio (mesmo). Num piscar de olhos, eu me vi caindo dentro deste poço, fingir que "tudo estava bem" já não funcionava mais. Era como ver meu próprio funeral sendo executado em câmera lenta.

Em outubro de 2017 eu acabei entrando novamente em um estado depressivo profundo em que eu tinha que me controlar a todo instante para não acabar com a minha própria vida num impulso. Assim que consegui, voltei a fazer terapia (com outra psicóloga) e fui determinada a contar, finalmente, todo esses sentimentos que me assombravam durante todos esses anos. Já na segunda consulta ela me recomendou ir procurar um psiquiatra e eu já esperava isso, aliás, coloquei toda minha esperança nos remédios.

Comecei a tomar e tentei dar os primeiros passos para a minha recuperação: acompanhamento profissional e apoio de pessoas importantes - eu me abri bastante com meus amigos nessa época, eu sabia que eu não tinha tempo pra vergonha, eu realmente precisava de ajuda e amigos são pra isso, né? Honestamente, parece que essa parte da minha vida passou como um borrão, eu já conseguia passar um dia sem chorar e sem pensar em maneiras de me matar, mas ainda não tinha nada que me fizesse querer estar viva.

O tempo foi passando e minha psicóloga até me disse que eu estava me saindo muito bem; até que chegou o tempo limite da terapia e tive que parar. Durante todo esse tempo até hoje, eu tive algumas crises e elas me faziam me sentir como se nada valesse a pena e que eu estava andando em círculos, eu não conseguia melhorar. Eu sentia que não podia errar, não com as pessoas que me importo de verdade, e eu faço isso há tanto tempo que eu não sei lidar com isso, como lidar com a possibilidade de alguém que você ama te deixar por um erro seu? 

Percebi que todas as crises vinham com uma culpa gigantesca e só agora que percebi que a ansiedade vem junto nessa. Ficava ansiosa só de pensar em minha família se cansando de mim, dos meus amigos cansados de me ver sempre mal e tudo isso me fazia me pressionar num tanto que nem eu sei. Eu tinha que estar bem, olha a vida que eu tenho! Não posso reclamar, não posso ficar triste, não posso ter depressão, não posso. Parecia que cada erro meu era somado, eu não podia errar ou eu estaria de fora da vida das pessoas, é essa a sensação.

Talvez se eu aceitar que é normal eu me sentir sozinha, triste, ter ciúmes, raiva até com as pessoas que eu amo e perceber que não é culpa de ninguém - já que é do ser humano sentir várias emoções, positivas ou negativas -, talvez eu consiga me desculpar comigo mesma. Talvez assim eu consiga olhar meu sentimento de longe sem me afogar junto com ele. E entender que é humano errar, alguns erros são perdoáveis sim e sempre há uma nova chance de acertar de novo.

10 julho 2018

Novos hábitos saudáveis (desafios!)

Olá! Depois de muitos surtos sobre os meus processos, eu, obviamente, estou no processo de criação de novos hábitos saudáveis, então vim aqui listar alguns deles e depois quero voltar para falar se consegui ou não. Vou linkar vídeos que serviram de inspiração pra esses novos hábitos!
  • Ficar 30 dias sem açúcar
Eu estava com a alimentação totalmente descontrolada, me entupia de salgadinhos industrializados sem parar!! Comia até doer minha barriga e me sentia extremamente culpada depois. Foi aí que vi que precisava mudar, pesquisando na internet, achei a inspiração que eu precisava: uma mulher totalmente louca por doces tenta ficar 30 dias sem açúcar. 

Há inúmeros estudos sobre como o açúcar faz mal e vicia o nosso cérebro. Conciliando os estudos que já vi, a motivação de uma pessoa na internet e a vontade de parar de comer porcaria industrializada, juntei tudo num desafio de ficar 30 dias sem açúcar.

Como é ficar 30 dias sem açúcar com Paola Machado | Saúde na rotina

  • Começar a correr!
Não lembro quando, mas correr se tornou algo até agradável pra mim (correr com limite de tempo me deixa extremamente ansiosa e irritada), eu achei isso tão incrível que resolvi tentar correr algumas vezes, sem sucesso. De novo estou aqui pra tentar voltar a ter o hábito de pelo menos sair pra caminhar. Estou até bem esperançosa dessa vez :-)

Começar a correr - 5 dicas simples | Isa Ribeiro
  • Transicionar para o veganismo
Eu já sou vegetariana estrita, foi tranquilo pra mim fazer a transição direta de ser carnívora e virar vegetariana estrita (não fui ovo-lacto). Mas o negócio foi o seguinte: eu vi faz muito tempo um vídeo de uma yogi que eu admiro muito, ela falava que era vegana mas se por algum motivo ela fosse despreparada pra algum lugar e não tivesse comida vegana, ela iria comer o que tinha pra não passar mal, ela respeitava acima de tudo o corpo dela, e isso não deixava ela "mais" ou "menos" vegana, entende?

E foi nessa onda que eu comecei a me sentir culpada por não ter me esforçado em algumas ocasiões, uma vez teve um almoço que eu sabia muito bem que não era vegano/vegetariano e mesmo assim fiquei com preguiça e não levei nada. Chegando lá, comi até estrogonofe de carne! E ok, comi quando estava com fome mas não me programei antes pra evitar uma situação dessa. Não é como se o vegetarianismo/veganismo fosse um desafio e ganha quem ficar mais tempo sem comer animais, eu sempre deixei claro pra mim mesma que iria comer animais se eu estivesse de acordo no momento (se eu estiver passando mal de fome, ter consciência de que os alimentos vieram de animais e ainda sim estiver ok com isso).

Eu tenho várias questões, talvez esses conflitos se acalmem cada vez que eu estudar mais o veganismo. E é por isso que quero transicionar, sinto que tá na hora de dar um passo a mais.

Minha história no veganismo | Vista-se

Todas elas estão bem interligadas, né? Tudo a ver com saúde física e eu estou fazendo tudo ao mesmo tempo hahah espero que consiga dar conta de tudo. E é isso, byE!

08 julho 2018

Processos

(será que as pessoas recebem notificação de postagem nova? se você recebe, me avisa por favor!)
Parece que eu vivo constantemente em processo. Talvez isso seja ruim, talvez seja bom, mas no momento eu quero falar do lado ruim. A sensação é de que eu sempre estou no começo de uma jornada, pode ser um curso novo, um estilo de vida que quero ou qualquer outra coisa que faça na vida, parece que eu estou andando em círculos, sempre começando e recomeçando a andar.

Logo logo vou terminar a faculdade, é legal pensar na sensação de "liberdade" de não ter que me preocupar com datas e prazos, mas a minha mente continua trabalhando e continua me falando que preciso começar coisas novas! Uma seguida da outra, toda hora, sem descanso pra respirar. E minha vida foi praticamente isso, eu fazia karatê, natação, inglês, teatro, pintura, vôlei, eu gostava de me ocupar, era uma forma de lidar com o meu vazio.

Já bem nova eu sabia que tudo isso girava em torno de um único assunto: meu vazio existencial. E juntar um vazio com ócio era um caos. Mas agora percebi que juntar um vazio com um turbilhão de processos também é um caos. Se eu me sentia confortável com alguma habilidade, eu já me focava em outra, parecia que eu comecei a me tornei uma espécie de workaholic do meu próprio desenvolvimento humano.

Parece que nada ainda está bom o bastante, é como se a conta do número de vezes que fui uma pessoa ruim não bate com o número de vezes que fui uma pessoa boa. Tá ali escrito: falta muitos pontos ainda para eu ser uma boa pessoa, e é como se eu não tivesse tempo suficiente pra conseguir nessa vida. Isso me frusta. Eu começo e recomeço meus processos de aprendizados, começo novos hábitos! (de novo) e sempre tento ignorar a voz que diz "você nunca vai ser uma boa pessoa, não importa o quanto você tente ou mude".

Lidar com tudo isso é assustador. Você pode até pensar que os remédios vão te dar super poderes mas eles só vão te dar um escudo, e você não pode apenas se defender da vida. Por isso sempre admirei personagens corajosos, eu não consigo lidar nem com a minha própria mente, quem dirá o mundo?